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Tramontini é retratada na revista Autodata
30.06.11

A revista Autodata publicou em seu site (www.autodata.com.br) uma reportagem sobre a história da Tramontini e seu posicionamento no mercado nacional. Em julho, deverá ser publicada reportagem ampliada na versão impressa da revista, que tem sede em São Paulo e tiragem de 10.000 exemplares. A reportagem é assinada pelo jornalista Geraldo Hasse, que foi recebido pela direção da empresa em visita recente à fábrica, em Venâncio Aires. A matéria narra a trajetória da Tramontini, desde a fundação da empresa, mudanças ocorridas e planos para o futuro.

Leia abaixo a matéria da Autodata.

 

Geraldo Hasse, de Venâncio Aires, RS

Tramontini: tratores pequenos para incomodar os grandes.

De olho nos cafeicultores mineiros, que lideram a produção nacional, a mais nova montadora brasileira de tratores participou pela primeira vez da Expocafé em Três Pontas, MG, onde apresentou dois modelos considerados especiais para a lavoura de café. Com baixa potência, 32 cv e 50 cv, os tratores Tramontini são superestreitos, medindo 1 m 17 cm de largura, menor bitola do mercado nacional. Podem, portanto, trafegar sem problemas nas entrelinhas dos cafezais e de outras lavouras frutícolas.

Instalada em Venâncio Aires, RS, no vale do rio Taquari, a Tramontini Tratores começou como retífica de motores no fim dos anos 60. Especialista na mecânica Willys o fundador Derci Tramontini, nascido em Encantado em 1933, foi um dos principais montadores dos populares veículos fora-de-estrada construídos mediante o acoplamento de motores Tobatta sobre chassis de Pick-Up e Rural Willys. Chamados de Giricos, Brucutus, Jibatas e outros apelidos esses rústicos utilitários circulam até hoje no Interior dos estados sulinos, servindo a sitiantes estabelecidos em locais de difícil acesso.

Até de longe vinham encomendas pelas carretinhas de Venâncio – nos meio dos modelos oferecidos brilhava um com cabine dupla, próprio para transportar cargas e passageiros –, mas na década de 90 os Tramontini preferiram tomar o caminho da globalização. Apoiados por um fabricante chinês que os procurou para fornecer peças, começaram a montar microtratores semelhantes aos originalmente fabricados pela paulista Tobatta. Também passaram a aplicar em diversas outras atividades rurais e urbanas os motores que montavam.

O último grande lance foi em 2007, quando a empresa dirigida pelos três filhos de Sêo Derci, Júlio, Jacob e Leonardo, decidiu aproveitar o desafio do programa Mais Alimentos a quem quisesse fabricar tratores para a agricultura familiar e conseguiram atender ao índice de nacionalização exigido, 60% em peso e valor.

Quatro anos depois do primeiro modelo a Tramontini já colocou no mercado mais de 3 mil tratores. Em 2011 lançou modelo de 80 cv, sinal de que não pretende ficar apenas no segmento de modelos de baixa potência. Com apetite fora do comum a caçula dos tratores disputa mercado com a nacional Agrale e as multinacionais Agco, John Deere, New Holland e Yanmar. Em 2010 faturou R$ 30 milhões e para 2011 a meta é chegar a R$ 40 milhões.

Convencido de que "sem rede de revendedores não se vende" o diretor Leonardo Tramontini afirma que a empresa está em ritmo de uma revenda nova ao mês. Atualmente são cinquenta e a meta é chegar ao menos a setenta. A investida mais recente foi na própria zona cafeeira mineira, que elevou para três os representantes em Minas Gerais. A empresa possui também quatro revendas no Espírito Santo, oito em São Paulo e onze no Paraná, todos Estados produtores de café.

 

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